Lost (and Found) in Translation 1 - português


Tradução é realmente um mundo à parte. Pessoas diferentes, com background diferentes, voltadas a trazer de uma língua para outra conteúdos diversos e díspares, ultrapassando barreiras culturais e regionais, “aterrissando” o conteúdo em uma “terra” que pode ter paisagens, fauna e flora distintas. O resultado, dependendo do conteúdo original, pode ser uma recriação do texto, como uma nova obra, mas com o contexto e o conteúdo preservados. Um verdadeiro quebra-cabeças para os que gostam de desafios.

A “tribo” dos tradutores também é algo à parte. E dentro do humor característico dos que se agoniam em achar a palavra exata no idioma de chegada para caipirinha ou saudade, e dos que falam de suas CAT tools como se estivessem falando de um animal de estimação (amestrado, mas temperamental), eu gosto muito dessa tirinha abaixo (retirada do Mox’s blog):


Parte dos tradutores são profissionais autônomos, chamados de freelances, e a busca por jobs/projetos nos move ao redor do mundo, ao menos virtualmente. Algo que me preocupa é como o setor de tradução evoluirá nos próximos anos, e como posso me planejar para não ser pega de surpresa. Ou seja, que mercados abordar agora, de que forma abordar, o que oferecer, para não ficar sem clientes daqui a um tempo.

Nessas minhas buscas por artigos, relatórios, experiências de outros tradutores, encontrei esse artigo, que achei bastante interessante (no site da Pangeanic): What is The Size of the Translation Industry?

Uma das coisas que me preocupa é que, apesar do português ser a 5ª língua mais falada no mundo, a grande maioria dos falantes está num único país (Brasil), ainda em desenvolvimento, o que restringe o tamanho do mercado potencial. E essa preocupação é o motor para tomada de decisões em prol de especialização em setores mais pujantes em tradução (localização, por exemplo), ou mesmo o estudo de novas línguas. Quanto à primeira decisão, estou estudando para me especializar em mais áreas, além das minhas habituais (engenharias, marketing, estatística, matemática, por exemplo), e quanto à segunda já dou os meus primeiros passos em espanhol (mas ainda tem muito chão pela frente).

Me despeço de você com um abraço, até a próxima newsletter.

#DanielleSanchez #freelance #barreirasculturais #conteúdooriginal #português

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