• Danielle Sanchez

Lost (and Found) in Translation 9 - português - 2015 assustador

Updated: Feb 7, 2019


Parece tolo marcar o tempo em intervalos. Eu não acho. No dia 29 de dezembro eu estava relembrando o ano que passou, tentando responder a um post de um conhecido no Facebook, que pedia a definição de 2015 em uma única palavra. A que me veio à cabeça (técnica antiga em pesquisa de mercado, rsrs), foi ASSUSTADOR.

Em várias dimensões. Mas, especificamente em tradução, eu não só me assustei, como me maravilhei, me angustiei, me enojei, me entristeci com muitos dos textos que traduzi esse ano. Porque tradutor não é máquina, e nunca será, somos seres humanos dotados de emoções e, principalmente, de discernimento baseado nessas emoções. Eu tive jobs que demoraram mais que o dobro do habitual porque eu não conseguia segurar a tristeza ou o nojo do que estava lendo para fazer a tradução. E jobs que foram muito rápidos, e tão satisfatórios que fiquei com uma certa “síndrome de abstinência” pela continuação.

Eu traduzi meu primeiro livro esse ano, numa área correlata à minha área original de formação, e fiquei muito, mas muito orgulhosa de mim. E depois traduzi outro na minha área de formação, e amei a experiência. Eu também traduzi documentos que tenho até medo de falar sobre o assunto. Me senti a Nicole Kidman em O Intérprete (sei que é meio paranóico, mas é emocionante, rsrsr). As palavras passaram pela tela, em várias CATs, e saíram em outra língua. Eu discuti mentalmente com os leitores dos documentos que traduzi, argumentando que a minha escolha de palavras era boa, que eles entenderiam melhor assim, que com outra construção ficaria mais difícil pra eles. E eles respondiam de volta, dentro da minha cabeça, a louca pilotando a CAT.

Nesse ano resolvi que iria ganhar o mundo e conversar com clientes no mundo todo. E resolvi botar em prática o que sei, de eras passadas (e de outras profissões), pondo em prática idéias de marketing num negócio diferente. Conheci gente nova, empresas novas, clientes novos, e me diverti via Skype conversando sobre jobs e sobre a vida. Porque quem conversa comigo sabe que eu não vou parar de falar até contar a última da Theodora.

Eu achei 2015 um ano complicado, assustador mesmo. Das linhas nas minhas CATs às linhas das notícias nos sites de jornais, o ano foi assustador. Estou de braços abertos esperando 2016, venha logo que já estou contando os segundos.

Espero que você tenha gostado do que escrevi (e de alguma forma, achado útil também).

Me despeço de você com um abraço, até a próxima newsletter.


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