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  • Danielle Sanchez

Lost (and Found) in Translation 2 - português


Como brasileira, um fator cultural importante e enraizado em minha personalidade é o bom humor. Pode-se falar o que quiser do Brasil, mas rimos sempre muito, e praticamente de tudo. Rir do que se faz, e da área em que se trabalha, é uma das coisas mais comuns em meu país. Difícil não rir dos colegas, e, principalmente, de si mesmo.

Dentro desse contexto, rir de traduções mal feitas é uma constante. E que não se restringe apenas aos tradutores e congêneres, quando a tradução é mal feita, ela é percebida pelos outros como algo errado, inadequado, e que por vezes pode causar danos à imagem da empresa que apresenta a dita tradução a seus clientes. Adoro o Mox’s blog, então trouxe mais uma dele pra vocês, tratando desse assunto:


Muito se culpa o uso do Google Tradutor como o causador desse tipo de problema. Isso é tão falso quanto culpar o Photoshop pela falta de curvas (e de celulite) na Beyonce, ou culpar o Excel (ou outro software dedicado de processamento numérico) pela queda de um viaduto. O problema é a peça que fica entre o teclado e o encosto da cadeira. É essa “peça” que não sabe que manga, a fruta, não é sleeve, a manga de camisa (entre outras possíveis alternativas), e tasca um sleeve juice pra um suco de manga. Os softwares são para ajudar, não para realizar a tarefa. Somente um profissional bem treinado, experiente, com o julgamento treinado e atualizando tudo isso constantemente terá o discernimento de trazer a ideia de um lado para o outro, sem perdas de guerra.

Justamente pensando nisso, tentando entender o quanto esse tipo de “problema” afeta as empresas, procurando algum valor, número, que pudesse me dar uma ordem de grandeza do que a tradução inadequada ou mesmo errada pode causar, achei esse relatório abaixo (no site do Nellip):

Quantifying Quality Costs and the Cost of Poor Quality in Translation – Quality Efforts and the Consequences of Poor Quality in the European Commission’s Directorate-General for Translation

O relatório se aplica ao DGT (Directorate General for Translation da Comissão Européia), mas os processos de controle de riscos, avaliações internas, e principalmente, a avaliação das perdas envolvidas com traduções inadequadas ou ruins é bastante compreensivo e uma boa fonte de informação. Interessante para as agências e para os próprios tradutores. Esse site tem realmente muita coisa a ser garimpada.

Me despeço de você com um abraço, até a próxima newsletter.

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